terça-feira, fevereiro 26, 2013
"I depart as (thin) air" [eterno rascunho]
O que lhe direi agora?
Somos estranhos novamente.
Não o sei.
Alguns buscam sentido para suas vidas.
É uma vontade justa
Já que ninguém pediu para estar aqui
Buscamos nos explicar;
sempre é mais fácil a dois.
Mas quem se entende?
Quem se entende no final
verdadeiramente?
Alguns me diriam agora:
"Não há nada o que explicar"
"Não há nada o que entender"
Mas não posso deixar de escrever
Não escuto mais esse tipo de conselho
de pessoas indiferentes.
Penso muito, sinto mais ainda
e sei que é sincero
Já esperei tempo demais.
Minhas memórias e sonhos
são as muralhas que me afastam da morte.
Mas não posso viver deles.
Esta vida é terrível, é verdade
&
Nossos sonhos são as potências que carregamos
Não podemos deixar que eles se alimentem de nós.
"Não fomos feitos para este Mundo"
De qualquer forma, estamos aqui.
Temos que dar um jeito.
Dizer se a vida vale a pena ou não ser vivida
não é a pergunta primeira a ser respondia.
Ainda que importante.
Precismos, antes, responder à todas as outras questões
para podermos responder à essa.
É uma pergunta que se responde aos poucos
a cada dia
a cada noite
Muitas vezes, não se matar é a maior das comodidades.
Fingir que não há nada de errado para se manter razoável
– por algumas décadas...
Mas a vida não é nem mesmo razoável.
Olhe:
por um punhado de reais você pode matar uma tarde
nada mais que isso.
O tempo perdido não volta
Mas os tempos mortos permanecem
Você deu sentido àquela noite
Isso é mais do que alguns conseguem
depois de toda uma vida.
Não poderia ter tido melhor companhia.
Mas quero dizer para que não se preocupe
Não quero isso... não por minha causa.
Está tudo bem.
&
Foi tudo incrível, até mesmo a tristeza;
Lhe direi que
Não devemos nos arrepender de nada
Belo como um sonho, belo como um filme.
Ainda mais por ter sido real.
Um instante entre as rachaduras do real.
Quero que saiba que não esqueço.
– As memórias belas devem permanecer.
É o que guardamos dessa fogueira que é a existência.
A vida é esse fogo que consome a si mesma:
Chamas:
um braseiro, então cinzas.
Partiremos, então – os dois.
Sem nunca olhar para trás.
Adeus
Uma nota:
Agora que tudo se foi, é impossível retomar a escrita destas linhas sem as trair ou as corromper com este presente. São palavras e sentimentos que pertencem a um passado e, como uma mensagem que se dirigia para alguém que não está mais nem "ici et ailleurs", que não tem mais a mesma presença de antes, é impossível retomar a escrita, ela ficará incompleta para sempre.
Como eu mesmo disse para a pessoa a quem estas linhas se dirigiriam originalmente: É trágico quando cartas enviadas são perdidas, mas as que ficam, as que não são enviadas é que são as grandes desgraças.
Tenho algumas. Livros, cartas, mensagens, poemas. Eles permanecem comigo, e apenas eu saei, apenas eu tenho que lembrar. O que fazer? Entregar a outra pessoa ? Seria uma traição. Perca por aí ou entregue à um desconhecido.
É o que estou fazendo.
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Sobre a passagem...
Como diz o filme:
Nossa vida é uma viajem,
No inverno e na noite;
Buscamos nossa passagem
No céu que nada luz.
Somos como crianças perdidas na noite;
Condenados a viver nossas vidas incompletas.
É tarde demais, tarde demais para querer
Tornar-se um adulto.
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
domingo, fevereiro 10, 2013
these days
Penso em umas mil coisas ao mesmo tempo;
não consigo dizer nenhuma delas sem passar a outra
e me perder.
Chove sobre meu coração,
é verdade.
Mas é uma chove doce;
uma chuva que me distancia da morte.
"camila, camila."
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
Camille
"Tua lembrança não leves.
deixa-a sozinha em meu peito
Um muro de sonhos maus
me afasta dos que morreram.
Mas deixa tua lembrança,
deixa-a sozinha em meu peito."
Uma parede de sonhos nos separa
&
Somente a chuva é real
Ela, única, a que me separa da morte.
domingo, fevereiro 03, 2013
regravar haikais americanos
com o teu silêncio
Uma tarde é o suficiente
para ficar louco
lembro que me disse
que estava feliz, tenho medo
que diga que agora já não precisas
mais de mim
domingo, janeiro 27, 2013
Convite
Onde estão as palavras agora?
Foi um belo convite.
Mas as palavras já não nos servem pra muita coisa.
Tão difícil se fazer entender – por que tem que ser assim?
É preciso tempo. É o que tenho a dizer.
Talvez as cartas nunca cheguem e o telefone nunca toque,
Mas, não os espere; não conte com eles.
A viajem é longa. E é sempre noite; sempre frio.
Você teve minha companhia,
Mas eu nunca tive a sua.
https://www.youtube.com/watch?v=dIu0GN-jEDQ
Lembro de tua mão naquela noite.
Como em um sonho,
Um outro tempo.
A segurei pra não a perder;
para não nos separarmos.
Mas eu devia saber.
Devia saber que éramos estranhos;
Que continuaríamos estranhos.
Foi o lampejo que eu pedi.
Não sabia que duraria tão pouco.
E mesmo hoje, não nos reconheceríamos
se cruzássemos na rua,
se deitássemos na linha do trem,
se tomássemos café.
Você nunca ira entender
o que significou para mim.
Um dia, talvez...
quinta-feira, dezembro 27, 2012
neblina
rascunhos do poema mais perfeito do mundo
Estar sozinho é antes de tudo se sentir sozinho... e mais
é realmente não poder contar minimamente com outros
para tarefas simples.
Angústia da situação se faz pesar através das escolhas sem volta
e sem amparo.
Em algum tempo, você não saberá muito bem como se comportar
em uma roda de pessoas.
Você não saberá manter uma conversa,
mesmo que precise,
mesmo que queira.
A solidão e a introspecção formarão uma torre
de onde tudo será visto de maneira privilegiada
e de onde tudo se julga.
Cuidado com a arrogância!
Mas não a descarte!
Ah, essa reclusão que me impuseram
e que aceitei de bom grado!
É preciso tempo,
é preciso se desprender do mundo
E como dói tal processo!
Mas o aceitei.
Ah, esta soberba solidão!
Conheço tão bem o mundo
como a mim mesmo!
Sou a medida de todas as coisa!
E os meus sonhos são toda a potência e toda a morte.
No meu reino, você não me olha nos olhos, mas sim, eu, eu olho para dentro de ti
e sei tudo o que preciso saber.
Não o julgo antecipadamente, mas conheço tão bem a miséria humana
que dificilmente algo me escapará.
(...)
Pode parecer óbvio,
mas é preciso dizer.
Os livros
nunca
te evitam.
As pessoas podem lhe evitar;
até a escrita pode te deixar
por um momento
seu cão mijou pela casa toda
e
não há cerveja.
neste momento
seus amigos todos estão a cuidar das gordas aposentadorias
prometidas
seu sono se foi
ou
não quer vir.
o que não deixa de ser uma grande besteira,
mas ainda é preciso dizer,
os livros não te evitam;
pequena notação:
é preciso dizer que não é pela cultura, nem pela Razão; tão pouco pelo conhecimento ou respeito aos grandes. Você abre os seus livros e eu os meus. Faça sua lista. Os livros são as companhias que permanecem por mais tempo.
Há pessoas que irão te trocar por desenhos animados ou debates sobre idiotices no bate-papo, largue-os por livros. Não é um gesto de arrogância ou coiso do tipo, trata-se apenas de prudência. A longa espera pelo outro que nunca vem e o sentimento do desdém só lhe causarão ansiedade e depressão.
É preciso notar a tristeza e o desânimo generalizado entre a juventude, sobretudo entre a "elite intelectual" da classe média. Mesmo estando tristes e insatisfeitos com suas vidas e com os rumos para o qual elas apontam, estes jovens agem como se acreditassem que a espera pudesse resolver e endireitar suas miseráveis vidas. Esperam também que alguém "especial" irá aparecer para mudar tudo; e enquanto esperam, desdenham de tudo o mais que os cerca.
E essa é a miséria da juventude, que não crê em si e nem nos seus, mas que deposita as potencialidades que carrega em um grande outro que nunca virá. E assim permanece toda uma geração melancólica a esperar por seu próprio duplo sem o saber; desprezando todos os outros por não o serem cópias perfeitas dela mesma. Buscando apenas encontrar-se a si mesma nos outros.
A juventude pequeno burguesa sofre inconscientemente de narcisismo.
É preciso partir para novas visões; já cansado da visão que se encontra e reencontra por toda parte.
Duas pessoas são capazes de, ao se cruzarem na rua, ter pensamentos igualmente negativos uma em relação à outra; isto é, de como a vida do outro que o acaso nos colocou na frente é estúpida e vazia, e de como ele não nos entenderia a dor e o tédio, pois ele é como os outro. Essa é a massa dos únicos.
Quando nos encontramos com gente nova, temos em média 5 minutos para impressionar a pessoa e a convencer de que somos alguém que ela estava procurando – o que guarda relativas semelhanças com a entrevista de emprego.
(...)
A cela escura e úmida, suja e mijada
paredes riscadas com as mensagens dos condenados
o tempo não passa enquanto você espera
e esperar é tudo que você consegue fazer
os pensamentos que não se fixam
pensando a si mesmos pensando
os gritos que vem de fora
te lembram que você se ferrou
e
os olhos tristes dos condenados,
de desolação
de incerteza;
na mão daqueles...
o concreto é frio
sente-se,
agora você é a escória
L'enfant perdu
jogo da desconstrução, jogo do arrependido: exercício
eu vi os olhos tristes do vagabundo condenado. eu vi a mim mesmo em uma cela. o que vem depois?
e há a tristeza que sempre acha uma forma de voltar. não é como antes. não mesmo. agora é pior.
são páginas e mais páginas de coisa nenhuma. voltar e ler. como aguentar ? como não ir dormir ?
uma linha um pensamento. justo ou não. mas sempre sincero... sincero e confuso como tudo.
como pude deixar aquilo acontecer? que tipo de idiota sou eu? sou um idiota condenado...
e "você" é só uma palavra. não. é sempre alguém. mas é alguém que nunca está lá onde eu gostaria.
eles riram dos meus livros e de mim. é trabalho deles. fizeram pouco de mim. o tempo dirá quem é o idiota.
depois dessa, não sei o que fazer. parece que o corpo está se desintegrando e a alma minguando.
silêncio. silêncio que vem de dentro. mais alto que todos os sons... todos os sons não o podem preenchê-lo
o que falta o pedaço arrancado o vazio não não agora não é mais como foi um dia não será nunca mais
sono sobre a terra. sono de baixo dela. começo aos poucos a sumir também. a sumir...
primeiros as mãos depois braços pernas e tronco restará cabeça por fim o vazio enfim negro quarto sem luz
logo será manhã logo será manhã mas me permita dormirei dormirei por favor me permita dormir ei
domingo, dezembro 23, 2012
"Não quero que ninguém
ignore meus gritos de dor, e
quero que eles sejam ouvidos"
Que diria Artaud, hoje, quando toda dor não expressa de maneira espetacular é ignorada – principalmente aqui, no facebook?
Que diria Artaud, hoje, quando toda dor não expressa de maneira espetacular é ignorada – principalmente aqui, no facebook?
Estar vivo é estar aberto à dor.
E nenhuma dor é pouca.
"A dor é absurda; porque ela existe".
Agora, é o facebook quem pergunta, com toda a indiferença do mundo: "Como você está, Arthwr?
Ainda, é preciso ter cautela, encerrados em suas próprias dores, a dor de todos os outros é constantemente esquecida.
Mas, pode a dor, por si só, se tornar frente política ?
Não creio que seja o caso de uma Política da Dor – nem muito menos da política dos doídos.
A política dos doídos é reacionária, porque quer simplesmente proteger os seus, suprimindo todos os outros. "Política do afeto" é a miséria do nosso tempo. Creio que a a perda das noções entre público e privado constitui, em boa parta, as raízes da crise atual da política.
Talvez eu tenha começado todo o raciocínio de maneira errada:
Não será o facebook o grande Espetáculo da Dor? Da Dor e do Ressentimento.
Temos a falsa sensação de que aqui os outros nos ouvem.
Mas, todos transitamos de dor em dor, uma a cada minuto, como uma simples maneira de não nos entediarmos.
Em uma variação apropriada, Picabia poderia dizer o seguinte:
"Vaiem, gritem, esmurrem a minha cara, e depois, e depois? Direi ainda que todos vocês são idiotas. E dentro de cinco ou dez minutos, todos vocês estarão curtindo os meus novos "posts" no facebook."
domingo, dezembro 16, 2012
my beerdrunk soul is sadder than all the dead christmas trees of the world
lembro do passado e suspiro
olho para os lados e não vejo ninguém
meus olhos estão cansados
minha vida se esvai em gestos
beirando o desespero
mas sem nunca se entregar totalmente.
não quero que minha dor seja relativizada
sei que minha dor não é pouca
penso com raiva na indiferença
que tantas e tantas vezes já me foi oferecida –
por aqueles que mais amei.
o desgosto me vem à boca.
não quero saber das palavras de quem
"pouco pode fazer"
eu quero que minha dor seja ouvida,
eu quero que ela seja levada em consideração
em cada gesto ou palavra dirigida a mim.
não sou idiota,
sei quando alguém
desvia do "assunto"
fingindo que não vê;
por conveniência
própria.
e é neste momento
que eu sei
que não vale a pena
dividir nem dor
nem alegria
com este tipo
mesquinho de pessoa.
mas é dessa forma que
tudo acontece
durante quase todo o tempo.
sábado, dezembro 08, 2012
a Dor fala
isto é sobre a dor.
mal consigo pensar.
sinto sono e sinto minha cabeça pesada
tento ouvir o que eles dizem na entrevista
e tento formular algo sobre Dor.
me sinto esvaziado
meu corpo é como um corpo velho
com juntas e articulações que não querem se mexer
minha expressão é a da fome
da loucura e do desespero
mas também da desolação e do vazio
meus olhos não dizem coisa alguma
fechando e abrindo vagarosamente
para não se desgastarem
meus dedos pesados e rígidos
trabalham como peças de uma máquina
que já não vale muito
meus dedos são as engrenagens do tempo
arrastando-se através da ferrugem
rachados e mal conservados
mas assim mesmo implacáveis
e intermináveis
uma estátua com força de vontade
minhas mãos coçam
o gosto amargo
a boca seca
a sede e a fome
e essa televisão maldita
que nunca se cala?
o suor do rosto
o tempo quente
baixa umidade
a raiva
uma explosão de raiva
a cólera última
o estrondo derradeiro
a mudança da expressão para algo
além do nada
que condição miserável!
abandonado por todos
encerrado em um corpo
eu os odeio!
eu os odeio...
indiferentes ao amor ou ao ódio
vocês não são mais humanos
piores que esta criatura
eu, a criatura
o inseto
o fantasma
a estátua de pedro fria
com fogo nos olhos
com incêndios na alma
com a raiva que consome
os mais ínfimos pensamentos
transbordando por entre os punhos fechados
como uma taça
o som da mesa
a descarga de forças
o sinal de vida
estou vivo, estou aqui
sinto tudo, de uma vez
sinto meu corpo se mexer
meus olhos se apertam
os dentes apertam a boca
os músculos se contraem
é o fim do silêncio
é tudo que me resta
a raiva
o ódio
a recusa violenta desta situação
o gosto azedo que sobe à boca
os dentes
os olhos
são todos um só
um corpo
um alguma coisa
A DOR
A DOR DE ESTAR AQUI
SENTIR TODA ESSA RAIVA ARREBENTANDO O PRÓPRIO CORPO
as asas que nunca vem
a gaiola que se funde ao corpo
a ferrugem e a feiura
a impossibilidade
O que é tudo isso?
o que é essa condição miserável?
mal consigo dizê-lo sem explodir mentalmente em raiva e angústia
linhas e mais linhas de frases ininteligíveis
e a DOR
A VONTADE DA DOR
o buraco gigantesco na alma
a lágrima negada
que dor horrível, meu deus
o peso de todo o mal do mundo
do mal-estar infinito
contido em algumas horas da madrugada
até isto é inútil
primeiro raiva e depois aceitação
depois a melancolia silenciosa
depois o Sim para a Morte
os segundos gritantes que passam deixando marcas
por favor, por favor
me liberte deste mundo solitário
desta existência encerrada em si mesma
desta prisão de ferrugem da alma
o que está feito está feito
o dano causado permanecerá até o fim dos meus dias.
mas ele não para de se agravar.
a vida se encerra em um sobreviver a si mesmo
em administrar a dor, a loucura, a desolação,
a solidão e a raiva.
todas as forças são gastas dessa forma
não restando mais nada para ser empregado
em algo positivo
em algo construtivo.
lutar com a dor
e a dor nunca tem fim.
e tudo que vocês são capazes de me oferecer é mais dor.
talvez daqui a cinco anos eu não sinta mais nada.
viverei catatônico e indiferente
Da Maneira Como Vocês Me Pedem.
terça-feira, dezembro 04, 2012
esta noite
ela não virá esta noite.
não tenho o dom.
algumas vezes apenas vem.
mas no restante do tempo,
escrevo pedaços de rascunhos
de cartas pra mim mesmo.
como vocês mesmos
podem ver...
segunda-feira, dezembro 03, 2012
sinking
Perdoe-me, mas sinto me mal esta noite.
domingo, setembro 02, 2012
Os soluços graves dos violinos suaves
Angústia.
Coligação Partidária
já não há mais quem as queira olhar.
nem ela,
nem eu.
(...)
Está frio aqui; o Sol já nasceu e se insinua na estante de livros.
não que seja de grande importância,
mas sou o único que – agora – sabe disso.
Aqui, ninguém sabe onde estou.
Estou aqui.
(..)
... e os grandes pensamentos serão sempre solitários.
... é na solidão que você poderá ouvir as palavras morrendo antes de saírem da sua boca ...
... mas também na multidão...
... é quase igual ...
(...)
a virtualidade do poema
o impede de ser real.
no pior sentido.
[Delete]
(...)
Aqui, neste espaço,
é onde mentimos acreditar em nós mesmos.
Acreditar na mentira
já um terço de verdade.
Acreditamos em mentiras.
Acreditamos em Nadas.
1/3
sábado, abril 28, 2012
Não sabia que Whitman, Verlaine e Li Po se conheciam.. e também à Blake.
As belas noites são feitas para as palavras puras.
A brava brisa brame
E a noite é fria;
Vem a mim, Sono,
E abraça minha agonia.
A lua branca deve impedir o sono.
Eu parto com o ar
Entrego-me ao pó
Se quer ver-me novamente, procura-me sob teus pés.
Dificilmente sabereis quem sou ou o que significo;
Em alguma lugar estarei a tua espera.
Torno a deitar me.
é preciso beber mil frascos
para lavar as velhas mágoas.
sábado, abril 14, 2012
quando ninguém olha, você fraqueja?
às 5:42
as coisas começam a fazer mais sentido
segunda-feira, abril 09, 2012
chet baker parece tão batido como artaud. 40 anos depois e "cool jazz" é o máximo que sua voz suporta. será que ele realmente se suicidou ou caiu acidentalmente da sacada do hotel de tão debilitado que estava? melhor pensar que se matou."(...) I don't think life is really worth all the ... the pain, the effort, and struggling if you don't have somebody that you love very much""que otário que sou por te querer"e não é tudo um tanto quanto patético ?“O mundo é só desilusão” resumiu Villon. "A vida é um imenso sonho, por que labutar em vão?" perguntou Li Po.Ele deixa seu trompete no banco e sai de cena silenciosamente. Estilo? Com certeza algum.Mas será que também depende da hora?
quarta-feira, abril 04, 2012
mundos vem e vão, enquanto eu permaneço aqui.
sábado, março 17, 2012
Carta imaginária para quem já andou comigo na chuva
segunda-feira, março 12, 2012
Frank Harris ficaria orgulhoso
quarta-feira, março 07, 2012
sou o único pedaço de papel rasgado que sobrou de algum livro.
quarta-feira, janeiro 25, 2012
somente anotações para algum futuro
Isso não é um apelo ou um manifesto, mas dirige-se apenas a quem quiser ler. em princípio não penso em me desgastar tentando argumentar ou convencer. nem mesmo estou com disposição para isso.
e sem modificações eles permaneceram:
confesso que às vezes entro na comunidade buscando algo, que entro pra ver se tem "algo pra fazer". Leio os tópicos e me sinto incapaz de responder e de participar; de ajudar a quem escreve.
quinta-feira, janeiro 19, 2012
domingo, janeiro 01, 2012
O suicídio é...
terça-feira, dezembro 27, 2011
quando você mais precisa de alguém
segunda-feira, dezembro 26, 2011
sentimentos ruims também cabem em poesias ruins
me falta sono
me faltam motivos
me sobram motivos
estou aqui agora.
nada pra fazer
nada pra ver
repetindo linhas
frases
parece que tudo já foi feito,
que já procurei por todos os lados
e não há mais o que fazer.
tenho pensamentos estranhos.
penso na possibilidade de pensar
em certas ações
estranhas a todos.
parece que eu sabia a resposta
a um bom tempo atrás,
mas a perdi
e agora é mera questão de tempo
até perceber
e aceitá-la novamente.
parece que estou em um caminho que vai me levar até isso
novamente.
não sei se ligo
ou se espero.
Aceite isso, se puder.
e Você sente algo arranhar sua alma
quando descobre que o que fez, sentiu, pensou e construiu
simplesmente cansou o outro.
ela Perdeu a admiração.
Isso rasgou a minha alma em duas!
e a forma banal de dizer...
Quer que eu dance um pouco?
ou lhe conte uma piada?
isso eu nunca vou entender. Me parece absurdo.
e Ficar largado é tudo o que eu consigo fazer.
um fazer nada incessante.
Isso parece tudo tão absurdo.
acho que ainda não consigo acreditar.
Usado e jogado fora
uma garrafa vazia no lixo.
Sou um personagem de desenho animado
largado no mundo real
pra morrer.
só pode ser isso.
domingo, dezembro 25, 2011
foi como um prato frio
aquilo não era nada.
não era porra nenhuma.
o pior é ter que fingir;
fingir algum interesse.
se esforçar para dar alguma resposta,
prestar atenção nas conversas...
e os filmes de natal, os filmes bíblicos...
e tudo aquilo não quer dizer nada.
e como se o mundo fosse de papel,
você queria poder rasgá-lo,
para então jogá-lo no lixo
e esquecer tudo aquilo.
ao menos isso...
terça-feira, dezembro 20, 2011
um bom conselho
evite de a procurar na multidão.
e você sempre a procura,
sempre olha
e sempre a vê.
mas ela não está lá.
e é melhor assim...
niguém; alguém
e de vômito
o tempo todo.
tem um cachorro morto
no meio do caminho pra minha faculdade.
e ele fica lá, apodrecendo.
dentro de um saco preto de lixo.
as costelas pra fora.
seu sangue pingou todo no chão
seu pêlo sairia só de passar a mão
agora o queimaram,
mas não fizeram isso direito
ainda restam pedaços grandes de carne
e ossos.
ninguém o quer.
nem a morte ou os vermes.
fui pra casa no outro dia,
tão bêbado como em outros tempos
corri dos amigos
acho que quis evitar despedidas.
mas ele me pegaram depois.
lembro de vômitar
e dormir no banho
longe de todos eles.
onde ninguém podia ver.
terça-feira, novembro 22, 2011
como você vai?
Sei que não posso perguntar isso agora.
E que não aguentaria ouvir sua resposta
sabendo que não posso fazer parte dela.
Queria poder ter você ao meu lado novamente.
Por que teve que ir?
Sinto tanto a sua falta.
A memória que não quer morrer
Não consigo acreditar que não vou mais te ver
nem entrar no seu quarto,
sentar na sua cama,
e olhar enquanto você pega um casaco no armário
pra se proteger do frio.
pra logo se juntar a mim.
Agora, são apenas essas memórias
que não cansam de se juntar a mim
nas noites mais frias e solitárias,
nas noites de sextas,
fins de semana
e madrugadas.
Sei o que iria me
dizer agora.
Não é algo que eu gostaria de ouvir
Queria que essa sinceridade de agora
houvesse se manifestado por nós.
Gostaria de entender.
quarta-feira, novembro 16, 2011
já não era hora?
Em contar tudo o que eu pensei, refleti.
Dizer o que sinto.
Alguns podem dizer: passar tudo a limpo.
Sinto como se nunca tivesse feito isso, em bem verdade.
Algo muito estranho aconteceu naqueles dias.
Nunca vou me conformar.
Um dia talvez pergunte a ela...
Não sei quando.
Até lá vou continuar conversando comigo mesmo
e fingindo que tem alguém ouvindo.
O que poderia ela me dizer?
Nossas últimas conversas foram as mais tristes.
sentir que não há mais nada
saber que ela provavelmente não pensa nisso.
e que deve dormir muito bem de noite.
Sábados, fins de noite e domingos não são problemas.
Realmente dói pensar que é isso tudo o que resta
depois de tudo...
"E quando ela se foi, me levou quase tudo".
Não há muito o que fazer
e nem o que conversar.
Eu não posso, não consigo
Me parece absurdo pensar que está tudo bem agora.
Me parece desmerecer tudo o que houve
Fingir
Ser um bobo e deixar ser pisado.
Apenas se negue a isso.
Fique em silêncio.
O que eu quero é evitar a dor.
A dor fácil.
pra depois domesticá-la
colocar nela um chapéu e pedir que dance por moedas.
isso é o que mais há de repulsivo por aí.
"antes de abrir a boca e falar o que sente, e expor o seu esntimento mais profundo, tome mais um trago".
uma cerveja.
domingo, outubro 09, 2011
São 4:30. Não fiz nada o dia todo.
Não tive vontade de sair. Não quis. Não sei.
Hoje, aproveitei que a luz acabou e resolvi tirar as fotos antigas do celular, as enviando pro meu email. Estou sentindo as consequências até agora.
Não relacione as duas coisas. Seria um erro ligar um ao outro diretamente. É mais complexo que isso. Eu sei, senti isso esses anos todos.
desespero... e outras coisas.
Nessas horas somos menos que sombras.
Por que eu não posso seguir calmamente como os outros?
Talvez você não entenda. Só queria contar. só queria que soubesse.
sábado, outubro 08, 2011
The night is dark,
It just brings sorrow anyway."
Às vezes não dá pra não chorar diante desses pensamentos.
Mesmo não sendo a tristeza que provoca essas lágrimas,
e sim a saudade que não quer acabar,
das memórias tão belas e felizes,
das lembranças tão doces daqueles dias,
daqueles sorrisos e risadas,
dos beijos e das palavras tão lindas de amor,
trocadas como promessas.
Eu ainda as lembro, todas elas.
E essa noite eu desejo que o hoje ainda fosse ontem.
segunda-feira, outubro 03, 2011
vinho e desespero são só duas palavras estúpidas pra ilustrar um poema igualmente estúpido
dizer a eles
sobre aquela noite
em que achou que
iria morrer,
mas não tem como
eles realmente saberem,
sentirem
tudo aquilo.
de quê adianta
uma única palavra
pra dar conta daquela noite toda?
de toda a solidão,
do desespero,
e da loucura?
o vinho que nunca
bastava,
a dor agonizante
rasgando seus pensamentos
com ferro quente
feito dos seus sonhos,
a memória
tão viva...
falsas esperanças!
e você sabe,
sabe que não...
então,por um instante,
você pensou,
pensou naquilo denovo,
e teve pena de si mesmo.
talvez...
você não sabe.
está tudo se fechando,
vindo de encontro
a você.
talvez aconteça...
mais cedo,
mais tarde...
espero que não.
as coisas não tinham mudado?
sim,
por um tempo.
agora é tudo um pouco incerto.
confuso
inútil
vazio
...
então, a sabedoria milenar
te diz:
"espere
gelar
e
abre
sua
cerveja."
até quando?
até quando fingir isso
pra terminar um poema de merda?
você não tem nem idéia...
realmente vou abrir uma cerveja,
mas não vai ficar tudo bem.
domingo, outubro 02, 2011
disse todas aquelas coisas
escrevi
pensei.
tudo se foi agora.
Mal nos falamos.
nunca mais nos vimos
e a falta que me faz
não pode ser medida.
agora sou só mais
um alguém
que mal existe.
ninguém te espera
ninguém liga pra ouvir sua voz.
alguém veio e fez sua da sua vida
um lugar melhor.
depois foi embora
levando tudo que podia,
até mesmo sua motivação
de querer acabar com tudo.
e nos fins de semana
você pensa.
em tudo aquilo,
pensa no que está acontecendo
naquele exato momento
e se odeia
se sente um lixo.
e durante a noite
está tão fraco
tão vulnerável
a todos aqueles pensamentos.
não há para onde correr
todos estão em outro lugar
fazendo suas "coisas".
você está afundando enquanto
isso
e esse vinho que não sobe?
pare aqui,
pois
esse é o fim.
sábado, setembro 24, 2011
sua melhor conversa
iria sempre procurar por ela
em outras pessoas."
alguém disse isso em um filme
faz sentido.
vai levar um tempo
até você aceitar,
até ver beleza em
outras pessoas.
&
Aquelas conversas,
momentos,
o jeito de alguém olhar
ou de fazer algo,
agora são só memórias.
será que vale mesmo a pena
querer repetir
tudo de novo,
com outro alguém?
não posso responder isso agora.
domingo, setembro 18, 2011
o que você vê?
você se sente mal
profundamente mal
nada pra fazer
nunca
vontade de quê?
vontade de nada
se sente nessa cadeira
nesse degrau da escada
vá para o quarto
morra de angústia
de tédio
volte pra ver tv
escute alguém reclamar.
fique quieto.
ensaie ver um filme
não faça nada
tente chorar
não consegue.
converse com alguém
respostas que você não quer
não precisa ouvir.
converse com ela,
fique tão pra baixo
que deseja nunca a ter conhecido.
sente no sofá,
olha pra parede
fique num canto
não responda
desligue
apague as luzes
ouça a mesma música.
nada disso
nada
você mal sabe o que quer
confuso
não quer morrer, terminar assim
conversas são sempre piores
por incrível que pareça,
palavras duras, palavras burras
respostas rápidas, respostas prontas
ninguém entende
não mais
ninguém sabe como é
como foi
todos aqueles anos
aquelas vontades, pensamentos
o ódio
a dor
e noites longas e solitárias
os escárnio pelos seus sentimentos
mais fortes
o medo da rejeição
a rejeição ela própria.
e tudo volta.
tudo passa
e tudo nunca passa
nunca termina
nunca começa.
você aí
você aqui
você não está nem aí
em lugar nenhum
acabou
alguma coisa
queria que sim
queria mesmo
queria tantas coisas
todos aqueles sonhos
lixeiras verdes
azuis
todos eles, agora
quem se importa?
disse tudo aquilo,
e foi a primeira a ir
disse tudo aquilo,
mas quem sente sou eu
já você...
nunca esteve tão bem.
espero que fique assim
e
obrigado por essa merda toda,
por ter jogado tudo fora.
não pude evitar de recolher.
sábado, setembro 17, 2011
sempre depois da aula
ou quando fico sozinho
é inevitável.
posso sentir ódio,
mas constantemente
me vem a saudade mais forte
que já senti.
às vezes penso
em mim,
em tudo que deixei de fazer,
vejo que me deixou
por minhas fraquezas.
E nunca mais,
penso,
vou conseguir sentir
tudo aquilo,
daquela forma
tão inocente e doce...
você sabe,
teme,
teme que te deixem
outra vez.
e isso
vai te acompanhar pra sempre.
ao menos se eu puder me levantar de manhã
e não me sentir tão mal,
acho que já vai ser alguma coisa.
__________
sexta-feira, setembro 16, 2011
ânsiedade
brinco com o cachorro,
ele quer isso mais que tudo.
entro, pego algo pra beber.
logo vou me sentar na minha
cadeira
vou ligar o computador,
beber o que estiver no
copo.
cheque suas mensagens,
veja se têm alguém pra conversar
ou alguma novidade.
em pouco tempo
você descobre que não há nada ali.
sobe toda a página denovo.
olho em volto,
olha pra tela,
checa denovo se não há ninguém
pra conversar.
pensa em mandar uma mensagem
pra alguém.
o que mandar?
deixa pra lá...
não tem ninguém.
seus olhos se voltam
novamente
para o nada.
você se pergunta:
"o que agora?"
"o que fazer?"
lentamente fecha
todas as janelas
se levanta
desliga a tela
e vai jogar sua tarde
fora.
Sozinho.
terça-feira, agosto 30, 2011
3 alguma coisa
ou na verdade queria
estar triste?
Porque parece
que no fundo
você não sente nada.
nada mesmo.
___
queria estar triste,
sentir de verdade
alguma emoção forte
para poder assim
exteriorizar essa dor
e ser ouvido de alguma maneira.
Mas, o que fazer
quando parece
que não há nada?
___
Sempre escrevo sentado,
às vezes deitado,
mas gosto de escrever.
Na verdade gosto de sentir,
mesmo a pior das dores-
vamos dizer que "prefiro".
Versos melhores nascem
dessa maneira.
Ou ao menos é mais fácil,
mas fácil pra pensar sobre
e articular com o todo,
com a vida social.
Quando não se sente
nada,
não se sabe por onde começar
ou
o que dizer sobre.
Como pensar a relação com
o todo?
Você sabe que tem algo errado,
ás vezes com você,
(nunca exclua essa possibilidade,
para bem ou para mal)
mas constatemente
- se for esperto-
saberá que o todo tem parte nisso.
quarta-feira, agosto 17, 2011
"não importa o que eu acho"
chorei pelo fim, mais uma vez.
parece que fui enganado
ou
o contrário.
e assim,
quando ela
finalmente
se deu conta
estava tudo acabado.
não sei,
só espero poder sair dessa.
Provavelmente irá acontecer novamente.
Melhor não deixar que a próxima descubra
sua fraqueza mais densa,
mais forte.
_________________________
(é isso que acontece, você se abre e divide tudo com alguém e quando menos espera, ela irá embora. Não gostou do que viu. se cansou e quer alguém mais simples... motivos honestos. Mesmo que você ame a pessoa até na sua mais miséravel imperfeição, ela simplesmente irá fazer isso se realmente quiser. E não me diga que "garotos são assim", ou tolice do tipo. Olhe pra dentro de si mesmo e examine a sua essência humana. Talvez sejamos todos assim.)
Sou uma pilha de pedaços, agora. E só sei que vou continuar a chorar por várias noites seguidas.
Enquanto isso, todo o resto não liga. Desespero. Desespero profundo. Tenho medo.
POR QUE NÃO DEPOSITA O SEU SERMÃO NA CAIXA DO CORREIO PRA UM DESTINATÁRIO ALEATÓRIO?
Não quero saber.
Não me igualem a ninguém.
Até parece que você sente o mesmo.
me deixe aqui.
adeus.
guarde suas palavras ridículas.
longa temporada solitária.
segunda-feira, agosto 15, 2011
Paciente número 56987654
é tão forte a memória,
a saudade.
a dor de não poder
correr pra onde quer
e a impossibilidade de ter
o que mais se quer.
"Uhum, entendo"
Estou preso,
preso em um quarto
onde só uma das portas está fechada.
mas como sair pela outra?
Se eu pudesse abandonar essa sala...
"Não se preocupe garoto, vai passar.
Mesmo que tenha que levar seus intestinos embora,
sangrando entre os dentes, vai passar."
"E você será só um ser incompleto,
como agora.
Mas sem a agonia
e a esperança
que só pioram tudo."
"Sabe,
você só pode agonizar
enquanto estiver vivo."
"Depois disso,
não sentirá nada."
"Fique tranquilo.
E tome aqui esses remédios."
segunda-feira, julho 04, 2011
A cada um o seu direito
te esqueceu.
e assim é,
pois a mulher é mais forte.
Por isso bebe menos cerveja.
Eu era só um garoto,
ela estava procurando alguém.
Agora já é tarde.
Está tudo terminado.
Mesmo que só eu ainda lembre.
É tão difícil esquecer.
às vezes, pensando em seguir,
me sinto mal,
como se inconscientemente
sentisse culpa.
Ela já está em outra.
se quiser pode chorar um pouco
e nada mais.
Se sentir esquecido,
como se aquilo
nunca houvesse acontecido.
Uma pena que não consigo
esquecer tão rápido... acho.
Pergunte ao pó
Nunca vou entender o que houve naquele verão.
talvez não deva.
Mas sempre vou perguntar:
Quais razões levaram ela embora?
Em algum momento a trajetória seguiu para esse caminho?
eu sentia, mas ela não acreditou:
"Era normal"
Não sei.
Espero que não.
E tudo agora é muito estranho,
nada vai voltar.
Mas, o mais terrível é sentir que nunca mais
irei me envolver com alguém da mesma forma.
Que nunca mais vou poder ter aqueles momentos,
aquelas sensações e conversas.
Não consigo acreditar que os terei com outro alguém,
me parecem tão frios, distantes e sem amor.
Sinto que tive sorte.
Desde o começo disso.
Os outros não ligam, eles gostam de ficar sozinhos,
de evitar contato com pessoas que não os entretenha 24 horas por dia.
Eu, eu nunca poderia fazer isso por ninguém.
A maior parte do tempo estou procurando por algum conforto,algo que me preencha a vida.é um pouco triste carregar todo o peso das suas próprias ações.Sentir o vazio que as acompanha.E só existe você.
O que houve?
-nada, só estou triste.
-Não minta pra mim
-tenho medo.
-medo do quê?
-tenho medo do fim.
-da morte?
-Não, do nosso fim.
Vou me sentar em uma cadeira e esperar.
Como agora.
Você pode ver?
Posso, não há nada.
Achei que aquilo tudo foi especial,
mas ela já esqueceu.
E isso é o que mais me dói,
desolação maior,
deitar toda noite com fantasmas
sabendo que sou a parte mais fraca,
como se,
na verdade,
tudo aquilo tivesse sido especial apenas pra mim.
Uma parte minha está gelada pela desesperança
Medo de se ver de novo assim
Medo de nunca mais sentir
amor.
A morte em vida,
a solidão da alma.
a incapacidade de amar e ser amado.
Impossibilidade de viver plenamente.
Feche-se em si mesmo.
Há algo errado.
Talvez...
Não sei.
Se ao menos...
O que pensar?
O que dizer?
O que fazer?
Não tenho nem grande vontade em tentar
As pessoas parecem não valer a pena,
querem antes de tudo o seu sangue,
sua alma.
E você só quer alguém que se interesse de verdade.
Que se importe e não vá embora tão rápido como chegou,
te esquecer e tentar outro.
(...)
O que houve conosco?
"Pergunte ao pó."
quinta-feira, junho 23, 2011
Antes de começar a escrever, eu olhei para minhas mãos. Elas estavam machucadas. Ontem, deliberadamente sem motivo, eu levantei os braços para um alongamento rápido. Erro primário, olhe para onde se move. Havia uma trepadeira com espinhos avançando para fora da parede, crescendo para além do permitido. E foi assim, sem ver, sem saber, que eu invadi uma área antes livre, mas que agora estava ocupada por plantas pontudas e de poucas folhas. É estranho pensar nisso e tentar relacionar com a própria vida, com o momento presente e até com a condição atual de "humor". Você sabe: mão que escrevem, elas estão machucadas, coração partido e uma tristeza que não passa. Não algo muito grande, mas uma sensação de desconforto, de deslocação e incompatibilidade com outros. E logo, afastado por vontade própria, pela solitude, você se sente em um processo de alienação. Não estou falando de política ou da situação económica do país, estou falando em apatia e distanciamento passivo da vida social. Estou fazendo o que posso para não ficar assim, mas constantemente me percebo sem interesse e sem ânimo.
Você talvez não saiba, mas as mãos estão aí como extenção da vontade, do desejo. Levante a mão e pegue o que deseja, faça o que está nos seus pensamentos.Quanto a mim, agora não posso, já que minhas mãos estão machucadas. Talvez você entenda.
2
Nesse momento estou aqui. Nesse momento estou. Nesse momento.
Estou aqui me descontruindo pra você e tudo o que quer é só mais um pedaço de mim?
Quem diabos é você?
3
Pequenas coisas. Pequenos gestos.
Pequenas frases que você leu por aí.
(Talvez pequenas vidas.)
E você joga tudo fora.
Você não sabe ser de outro jeito.
Só quer o que acha que lhe pertence.
terça-feira, junho 07, 2011
depressão também dá em macacos
escrever é a única ação válida
acho que ninguém entenderia.
querem cortar o assunto,
nivelar.
as respostas são ridículas.
melhor ficar quieto
esperar por mais tempo
sabe,
as "coisas" tem duração
e algo chegou ao fim.
palavras jogadas
mal consigo escrever essas palavras
pra esquecer um pouco do resto.
imagens mal formadas aparecem
pra mim
lampejos tão fracos de vida
de vontade.
não poder escrever aquilo que
realmente se sente
não devo ter aquela chave...
ânimo de um cão batido
todos eles
pra quê continuar, afinal?
segunda-feira, junho 06, 2011
tente
tente dizer o que não pode escrever
há certos pensamentos que não saem com facilidade,
eles são tão sombrios que a consciência não os permite representação direta.
suas sombras podem ser percebidas em algumas ações,
mas ninguém vai poder dizer o que realmente são.
tente escrever o que não pode dizer.
você sabe, oh, sim! você realmente sabe. é só se esforçar um pouco e lá estará ele. Talvez um esforço maior. Um esforço gigante. Talvez isso te destrua por completo. Nem você pode aguentar. Algumas ideias e sensações. Sim! Não pense nisso agora, então. Deixe que ele venha quando for a hora. E a sombra tão negra sempre vêm. Seu olhar se perde em meio a isso. Quer tentar jogar? Você não pode nem mesmo se quisesse.
Agora é tarde.
Pegue um bilhete e entre na fila de espera. Um banco de praça e comida da feira. Meu braço, por que segura ele? só imaginando... abraço. E são todos tão brilhantes, tão maravilhosos. Espero que alguém acabe com aqueles sorrisos. Jogar bilhar. Vamos andar por aí, vai ser a melhor pedida, e o céu já está escurecendo. É maravilhosa a vista. Mesmo que só você possa ver. Estou falando sozinho aqui, como se estivesse tudo bem. Pensar geralmente tem me deixado triste. Ler algum livro, algum texto. levar a consciência para longe. Viajar para esquecer. É como se trancar em casa por uma semana e sair, parece que o mundo é outro. Que as coisas andaram sem você, e o pior foi enterrado, superado. Ser um estrangeiro, alguém sem passado com possibilidades de futuro. Se sentir velho e ao mesmo tempo novo. Renovado.
Acho que deverias passar um tempo fora.
o vento deve assoprar as folhas mais uma vez. Perder algumas delas para que sejam substituídas. Você deve entender.
Sozinho no quarto, até que enfim. Por quanto tempo?
Preciso ir agora.
Foi um prazer. Foi mesmo.
Desculpe
me dê
me
estou
estou
por quê?
por quê?
você viu? você chegou
preciso r a cama
as pinceladas podem ser vistas
você eu você sou eu
escrevo de novo
pode ver? olhe
estou como
sempre quis
gosta agora? gosta do que vÊ?
espere mais tempo um olhe
as partes do papel cortado se misturam em um só
mas não é a mesma coisa
voc eu devo dizer
estamos aqui
olhando pra isso dever ser muito engraçado você quer que se foda
você é tão eu assim?
você é o quê? você é é isso
vou estourar não pode ver? e amanhã vai estar tudo bem
porque é sempre assim
cervejas antes e depois depois
logo logo
e direi mais uma vez: estou acabado
quem quer saber?
kafka, mosca,
sobre se arrastar por um hospital com dores
e o velhote com orelhas manchadas é um ser mitológico
que se senta em sua sala e reina sobre o tempo
e sobre o destino
mais do que isso
ele é um burocrata
e ele abre a porta só quando é preciso
e trabalha como um guardião de ferro
ele lhe dirá quando passar,
mas até lá você pode não aguentar
o calor das máquinas.
sente e abra um volume da vida
cotidiana morta.
copos servem água
e você pode ouvir sons.
de onde vêm aqueles papéis na mão dele?
um arquivo gigante
folhas infinitas
o livro de areia
ferrugem extática
e gavetas a perder de vista.
é o inferno.
pior que isso, é um hospital.
buracos de ratos levam informações
você nunca vê nada
é tudo um sistema só
espere infinitamente
eles tem todas as suas informações
sabem mais sobre seu corpo
do que você mesmo
as suas doenças
estão na imaginação deles
lhe dirão que tem
assim como o que não tem.
dê uma volta.
comer é como ser algemado
tem algo dentro de você agora
você deve ser muito estranho.
"venha cá para lhe tirarmos
o sangue,
aplicar isso e aquilo"
você nem desconfia
"agora, vá para casa."
quando tiver que voltar,
você saberá.
eu
e bater nas teclas
esperando.
é como assoar o nariz
mesma lógica. é igual
as coisas todas caminham para o esvaziamento
você pode ver?
pegue essa folhar em branco na sua frente
este pode ser o melhor poema do mundo,
porque ele é a forma última da expressão
a linguagem sempre buscou sua própria destruição,
até hoje.
Olhe ao redor
e você verá muito mais que isso.
mesmo que ninguém tenha realmente algo a dizer
eles querem dizer exatamente isso
com enxurradas de letras estúpidas.
agora você já sabe
domingo, junho 05, 2011
você poderia pegar minhas malas?
cair por aí e dar um tempo.
é domingo de noite
e olhar pela janela é como se olhar no espelho
talvez
você ainda tenha algumas palavras
em um canto da boca,
as pessoas devem achar engraçado
estar puto da cara
elas mal devem poder sentir
algo de verdade.
o que dirão disso aqui?
olhar pra frente e dizer:
estou acabado
levantar a cabeça um pouco...
é tão difícil
ser um grande imbecil
o que tens agora?
sentir
ou
escolher?
era mais fácil antes.
de alguma forma
foi tão rápido.
algumas horas
a segunda vez
lembrar que passou a noite chorando
e ninguém nunca vai saber
talvez isso seja o pior
se uma árvore cai
e não há ninguém por
perto para escutar,
será que ela realmente fez barulho?
tem alguns cigarros no armário
mas você esqueceu de comprar o vinho
a cerveja não foi a única coisa que acabou.
não importa.
a noite sempre vêm.
o crepúsculo de tudo.
sempre.
o que você ia dizer mesmo?
o que tenho eu pra dizer agora?
colocar em palavras a confusão mental?
o significado não me serve,
a função fechada da palavra é a mim repressiva.
você pode até achar que isso é sobre recombinantes,
mas no fundo é um poema impossível sobre tristeza.
depois do fim tem a curva
ela não precisa mais de você.
as coisas se inverteram de alguma forma.
se sentir menor
exposto
você pode ver a cena
pode ler os pensamentos de pena
e ela diz alguma coisa
sobre você
à qual você nunca teve acesso,
não queria lhe aborrecer
mas agora ele sabe
e você só pode se torturar
sábado, maio 21, 2011
Fechem as janelas antes de começar, sim?
quem dera coubessem 15.
Uma sala com piso de madeira.
As paredes estão descascando.
Pele de cobra.
Um tapete velho e desbotado.
poeira.
Caos contido, Caos.
Ninguém sabia o que poder acontecer em seguida
o ambiente é extremamente instável,
inflamável como filmes velhos de nitrato.
Talvez ninguém perceba, mas sala pode simplesmente explodir
a qualquer momento.
o ar entraria em combustão e as chamas tomariam conta da casa.
o som é tão grave que faz tudo tremer
o assoalho treme, você pode ver a poeira pulando
a sala, seus órgãos internos...
"você pode sentir?"
ninguém aqui vai esquecer disso tão cedo.
quarta-feira, abril 20, 2011
epifanias do cotidiano 1
beberico minha cerveja
e
penso:
cara, espero que essa dure pra sempre.
terça-feira, abril 05, 2011
como nos quadrinhos da luiza
hoje
algumas... coisas
o que era bem aquilo?
enfim.
saio
ainda há muito
o que
fazer
...
Não sinto como ontem
pior
não sinto
nada
nada acontece por acaso
quero dizer,
tudo acontece por acaso...
vou lá fora
ver
tem mais alguma coisa aqui?
não
foi só minha imaginação
tem um vidro de acetona aqui na minha frente a um bom tempo
você não acha?
mas lembre-se;
ELES QUEREM QUE VOCÊ DESISTA
todos eles
perguntas e mais perguntas
mas você vai indo
se acostumando devagar...
a dor é cada vez menor
mesmo que
a sua consciência fique
em
p e d a ç o s
quarta-feira, março 30, 2011
manhole for a rat
e eu digo isso bem baixo
porque eu sou um rato
não espere por gritos,
palavras de ordem,
pedras ou frases de impacto.
não tem nada aqui
além de mim.
da minha carcaça...
Parece que estou sempre sozinho
e o dia
e noite
são iguais.
a comida é sempre ruim
e o sono é um suplício.
tenho medo de ficar aqui pra sempre
mas também tenho medo de sair lá fora.
Por favor, pare com isso
e me deixe aqui no escuro
estou com medo
e bastante cansado
(será essa a essência do rato?)
Você vai ter que quebrar sua coluna para poder se dobrar ao meio
escrever escrever escrever
não consigo pensar em nada que já não tenho pensado antes
neste exato momento
(acaso)
parece tudo tão falso.
terça-feira, março 29, 2011
Divagações e possíveis novos usos para o Código de Hamurabi hoje... ou, no melhor dos casos, NÃO!
baixa fermentação
e um punhado de doces vencidos
(praticamente derrotados)
e você é só uma criança
sentada em uma cadeira bem grande
nada de sorvete por hoje
e sua companhia se foi
sim eu sei
SIM EU SEI
sei que não tem o menor sentido
nada do que eu faço
ou do que eu digo
e que
seria apenas razoável
mandar tudo se foder
e cair fora
Títulos com horas são muito batidos... e eu também... a propósito são 2:10.
madrugada na verdade.
você está só no início da semana.
sentado pensando em beber ou em fumar.
o que você pode fazer se sente mal a essa hora?
por que não esperou até o fim de semana?
você sabe que não vai ter ninguém por perto
não sabe?
todos eles tem deveres e obrigações
você não pode foder com meio mundo
só por que você
está le-ve-men-te "triste".
esperasse até sexta, quinta no máximo.
mas não
você tem que ferrar com tudo bem rápido
não consegue ficar na sua,
"de boa",
por três dias seguidos!
dois que fossem!
agora é tarde
duas vezes tarde
e o que lhe resta?
Por que não tentar
um bate-papo pornô às 3 da manhã?
isso quase tem graça
se você estiver
mesmo
sentado em uma cadeira
as 2:30 da madrugada
pedindo água pra vida
sábado, março 26, 2011
(eu estava) Lendo sobre videoclipes... ("or Elements of refusal")
O que fazer agora, exatamente agora?
Planejar mais uma centena de vezes o que você vai fazer depois de amanhã?
beber mais uma?
mais um disso, mais um daquilo? fingir que vai vai mudar tudo, que vai se esforçar ou se dedicar... AMANHÃ?
amanhã, manhã, amanhã
está tudo lá, não é mesmo?
é esse o seu segredo, fingir que amanhã tudo vai se ajeitar, que tudo vai te levar pra estrada que vai te levar pra amanhã.
a cidade de amanhã
o estado mental de amanhã
Isso é uma puta de uma piada ruim pra cacete
o que acontece?
estamos todos com problemas de procrastinação ?
O que acontece?
Por que não temos nem vontade de viver?
Talvez Pareça que nada sai do lugar,
que nada vai ter qualquer efeito no agora,
que tudo está lá,
no amanhã...
"O que há?"
eu devo perguntar.
Alguns acham que não há quase nada lá fora,
(um pouco menos do que aqui dentro.)
pode ser...
não há nada mesmo
nada que valha a pena
em nenhum lugar
mas, não estão todos perdidos
ocupados com o mesmo pensamento?
se virando sozinhos pra resolver os mesmos problemas
criados "socialmente" ?
por que mesmo?
Nossa memória é fraca?
é... talvez
mas, nossa alma é que se foi,
estamos gastando todas as forças no simples ato de agonizar
Eu sei
eu só sei
que algo precisa ser criado
e enquanto essas palavras são escritas
há muita coisa sendo jogada no lixo também,
esvaindo,
de ambos os lados...
por todos os lados.
mesmo que isso possa ser uma concentração de vontade com algum poder para sacudir minimamente uma alma,
estas palavras não deixa de ser mais uma contribuição
para "o amanhã"
se você olhar bem, talvez perceba...
...
e logo dirão:
"Por que se revoltar com o mundo?
com a sociedade?
com tudo?
tudo está pavimentado, tudo está tão seguro, em seus trilhos..."
e então, sob a pavimentação reside a praia?
...
...
O que você acha?
...
revoltar-se com tudo pelo simples fato de tudo ser como é?devolver a alma para a vida? a essência? POR POR QUE AINDA ESTAMOS AQUI? NÃO HÁ NADA AQUI! NUNCA HOUVE! ESSA TELA NA SUA FRENTE É UMA MENTIRA!! ME DIGA, O QUE VAMOS FAZER A SEGUIR!!??
(respire fundo)
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
a retirada
capítulo 3
tradução: pedro gonzaga}
desta vez o negócio acabou comigo.
me sinto como as tropas alemães
açoitadas pela neve e pelos comunistas
caminhando curvadas
as botas gastas
forradas com papel jornal.
minha condição é tão terrível quanto.
talvez pior.
a vitória estava tão perto
a vitória estava logo ali.
enquanto ela estava ali diante do meu espelho
mais jovem e bela que
qualquer outra mulher que eu já conhecera
penteando metros e mais metros de cabelo ruivo
enquanto eu a observava.
e quando ela veio para a cama
estava mais bela do que nunca
e o amor foi muito muito bom.
onze meses.
agora ela se foi
como todas se vão.
desta vez o negócio acabou comigo.
é um longo caminho de volta
mas de volta pra onde?
o cara que vai na minha frente acaba de
cair.
passo por cima dele.
será que ela também o acertou?
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Duas moléculas, umas vez unidas, sempre terão alguma ligação mesmo depois de separadas
mas certas coisa ficam.
E em algum lugar,
ou em algum outro tempo,
ela ainda me abraça.
e aquele beijo não terminou
tão pouco o amor.
Talvez em alguma outra dimensão,
mesmo que apenas em sonhos,
estamos os dois lado a lado.
quem sabe...
mas eu sei que
sempre existira o eco
do que houve entre nós.
Mesmo que seja só
uma lembrança que resista,
uma foto velha
ou uma carta escrita à mão.
algo permanecerá.
E por mais que o tempo avance
e as coisas mudem,
todos aqueles momentos
e sentimentos
nunca se perderão...
não completamente.
Eu mesmo
acabarei por guardá-los para sempre
seja naquelas gavetas que nunca são abertas,
num canto sem uso do meu cérebro,
ou mesmo no fundo da minha alma.
É inevitável...
E mesmo após o fim de todas as coisas,
do cessar da existência,
talvez ainda exista,
mesmo que nada ou que ninguém possa ver,
mesmo que sejam só duas moléculas,
uma prova do amor que eu senti
por ela.
eu sinto
ele
permanecerá...
para sempre.
{adeus, amor.
Obrigado por tudo, por tudo mesmo.}
you were always on my mind
machuca como ser queimado
como ser destruído por um carro monstro
e você é só mais um fodido de novo
igual a dois anos atrás
caminhar por aí e beber cerveja
porque tudo o que há é andar por aí e beber cerveja.
ver as mesmas coisas e as mesmas drogas de cachorros
limpar merda
ficar em casa
ouvir uma mesma música até cansar
se chatear com o tempo
a vida dá voltas
e para sempre no mesmo lugar
você sempre soube
ás vezes consegue provar o contrário
mas por pouco tempo até ser desmentido de novo
para provar o contrário mais uma vez que seja
chorar e não chorar
conversar e não conversar
ter o que fazer ou não
o que importa agora?
você é só um saco de merda sem propósito
mais uma vez...
Queria poder me trancar em outro canto
e ser pago por isso
beber cerveja pela décima vez
vai perdendo um pouco a graça
ter que ir até lá comprar
arrumar alguma grana
ouvir reclamações por beber
causa mais dor de cabeça só
bem, talvez seja melhor sair do que ser destruído por mosquitos aqui
Dizem que insetos não sentem nada
nem amor, nem ódio, nem porra nenhuma.
deve ser por isso que estão sempre por aí
...
droga, cara
vá se foder
ainda não acredito
você pode mudar de assunto até
contar toda a história do mundo
mas a mesma pergunta vai voltar:
por que ela me deixou?
"Acabou o amor"
eu sabia, disso
mas ela não me deixava ajudar
e em algum momento devo ter
ferrado com tudo
não conseguir fazê-la te amar
por mais tempo
e
quando ela terminou
senti como se tudo que eu fiz
cada palavra ou ato
cada carinho ou gesto
fosse medíocre
que fossem ruins
sinto que não fiz o que devia
que fiz com preguiça
que só pensei em mim
o tempo todo
e a deixa pra lá pra morrer
eu realmente gostaria de voltar naquele trem
e a beijar de novo
e fazer tudo de novo
e viver mais uma vez
o doce amor daqueles olhares
daquelas mãos e lábios
quem sabe o fim não fosse esse?
eu a amei tanto
agora só me resta esperar
pela sua morte
cortar seu ar
e esperar que morra
parar de alimentá-lo
até que sobre apenas
uma lembrança
uma flor ou uma pedra
mas vê-lo debater-se é terrível
agonizar em busca do que não está mais lá
chamar, chorar e
silêncio
Em alguma parte do caminho
eu deixei de fazer algo
deixei de escutar seus problemas com o coração
talvez tenha pensado só em mim?
Não sei
tentei fazer o melhor que pude
não sou o melhor.
Pena que o que me resta
são só umas recordações
memórias tão boas e vivas
uma saudade tão forte
uma vontade de correr
para vê-la
"é melhor não, você sabe"
de repente alguém que te ama
não quer mais te ver
quer deixá-lo pra lá
e nunca mais te beijar
e você está agora sozinho
o passado é passado como nunca foi
você chora
porque sabe que em algum lugar do tempo
vocês ainda resistem abraçados
olhando pro futuro através de sonhos
e desejos.
Ela disse que iria querer ver
iria na minha formatura
mas isso não vai acontecer
talvez em outra dimensão
ela esteja lá
e em outra, quem sabe, somos
dois bandidos
dois apaixonados incuráveis
mas aqui estamos longe
separados.
Só queria que ela soubesse
que eu realmente a amei
e tudo foi tão importante
tão maravilhoso
tudo que fizemos
tudo que deixamos
Eu não a culpo por não me amar mais
ou por me deixar
só quero que me perdoe por não ter sido diferente
por ainda não ter esquecido...
você sempre esteve nos meus pensamentos.
